segunda-feira, 11 de julho de 2016

Membro do Rotary Club de Pelotas Norte dá nome à praça

Alberto Rufino Rosa Rodrigues de Sousa, fundador do Curso de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), foi homenageado na tarde da sexta-feira (01) pela grande contribuição que deu à comunidade acadêmica de Pelotas
O professor, falecido em maio de 2010, agora dá nome à praça localizada entre as ruas Marques de Marica, Tristão de Alencar e Barros Cassal, próximo ao Complexo Judiciário. Filho e esposa de Rufino acompanharam o ato de denominação, proposto pelo vereador Luiz Henrique Viana.


Membros do Rotary Clube Pelotas Norte, do qual o homenageado fazia parte, foram autores da ideia, proposta ao vereador. A partir daí o parlamentar, que foi aluno de Rufino, começou a procurar um lugar que representasse à altura o nome do professor. “Gerações e gerações pelotenses foram beneficiadas por esse mestre que extrapolou os limites acadêmicos. Esta homenagem acaba homenageando também os alunos dele, a família e seus colegas”, declarou Viana.
O professor da UCPel, Daniel Brod de Sousa, que é filho de Rufino, ficou sensibilizado com homenagem. “Nossa família só tem a agradecer. Meu pai realmente foi um grande homem, e este lugar tem um aspecto simbólico privilegiado”, disse.
A coordenadora do curso de Direito da UCPel, Ana Cláudia Lucas, que foi aluna de Rufino na graduação, na especialização e no curso de mestrado, destacou que o homenageado era mais do que um docente importante. “Esta é mais uma oportunidade de lembrar a memória de Rufino. Ele transcendeu as barreiras de professor. Nos ensinou não só os fundamentos de Direito, era um grande homem”, afirmou.
Autoridades pelotenses, especialmente da área jurídica, acompanharam a cerimônia. Estiveram presentes na homenagem o prefeito Eduardo Leite, os promotores Paulo Roberto Charqueiro e José Olavo Bueno dos Passos, o diretor do Fórum de Pelotas, juiz Marcelo Malizia Cabral, o vice-presidente da OAB Pelotas, Diogo Mascarenhas, os juízes do trabalho Luiz Carlos Gastal e Frederico Russomano, a defensora pública Patrícia Bacchieri Duarte Alcântara, o procurador-geral do Município, Fábio Silveira Machado, o professor de Direito da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Moacyr Perez da Silveira, o diretor do Centro de Ciências Jurídicas, Econômicas e Sociais da UCPel, Rubens Bellora, e os rotarianos Pedro Regner, Gilberto Gastaud, Henrique Feijó e Marco Antônio da Luz.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Na data de 06 de junho de 2016, o Rotary Club Pelotas Norte fez a entrega do prêmio Melhor Companheiro 2016 a 4 estudantes das EMEFs Jacob Brod e Waldemar Denzer. Também foram homenageadas a sra. Nara Nubia Pereira de Azambuja, funcionária da 5ª CRE e sra. Angela Schwonke, representando o MCC - Movimento Cursilhos de Cristandade pelo apoio na Campanha Lacre Solidário. Nesta campanha o Rotary Club de Pelotas Norte já arrecadou mais de 90kg de lacres de alumínio de latas de bebidas. Esta arrecadação já resultou na aquisição de mais uma cadeira de rodas para o Projeto Banco de Cadeiras de Rodas e Equipamentos Hospitalares dentro dos Projetos de Serviços à Comunidade. Também foi agraciada a Empresa UVEL como Empresa ECO SOCIAL devido à colaboração ao Projeto de Apoio à Cooperativa de Catadores da Vila Castilho, que desenvolve um trabalho de recolhimento e reciclagem de lixo, apoiados pelo Rotary Club de Pelotas Norte. O Rotary Club de Pelotas Norte agradece o apoio recebido e parabeniza todos os homenageados na presente data.









terça-feira, 31 de maio de 2016

Homenagem Gilberto Gastaud, posse companheiros, festiva Dia Mães

No dia 30 de maio de 2016, o Rotary Club de Pelotas Norte, em janta festiva, prestou homenagem ao companheiro Gilberto Sica Gastaud, pelos seus 50 anos no Rotary Club de Pelotas Norte. O companheiro Gastaud já é rotariano há 53 anos e meio (ênfase dada por ele mesmo) por ter sido um dos membros fundadores de São Lourenço do Sul. Na mesma data, o Rotary Club de Pelotas Norte empossou três novos companheiros; Isabela Casteli Vianna, Leandro Corrêa Neto e Nataniel Kegles. O Rotary Club de Pelotas Norte dá as boas vindas aos novos companheiros e alcança o número de 68 membros em seu Quadro Associativo. Complementando a festiva, foram feitas homenagens às mães pela Dia das Mães, bem como comemoraram-se os aniversários de cônjuges e bodas dos meses de abril e maio.






Na mesma data, o Rotary Club de Pelotas Norte empossou três novos companheiros; Isabela Casteli Vianna, Leandro Corrêa Neto e Nataniel Kegles. O Rotary Club de Pelotas Norte dá as boas vindas aos novos companheiros e alcança o número de 68 membros em seu Quadro Associativo. Complementando a festiva, foram feitas homenagens às mães pela Dia das Mães, bem como comemoraram-se os aniversários de cônjuges e bodas dos meses de abril e maio.







terça-feira, 5 de abril de 2016

PROJETO BANCO DE CADEIRAS DE RODAS E EQUIPAMENTO HOSPITALARES

Data e Local:
Iniciou em setembro de 2014 e continua em vigência. Abrange todo Município de Pelotas (Sede e Distritos).
Objetivo:
Emprestar materiais hospitalares (cadeiras de rodas, cadeiras higiênicas, camas, muletas, andadores e bengalas) a pessoas necessitadas, com o intuito de proporcionar mais conforto para o descanso e locomoção necessários.
Execução do Projeto: (em vigência).
O Projeto iniciou através de doações de material descartado (camas hospitalares, cadeiras de rodas e higiênica) pelo Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas. Este material foi restaurado por um grupo de Companheiros do Clube.
O sistema de Empréstimo também é executado por rotarianos do Clube, através de Contrato Particular de Empréstimo (COMODATO). Esses mesmos Companheiros disponibilizam seus telefones fixos e móveis e dois dias por semana, num período mínimo de duas horas, para atendimento ao Projeto.
Outros Parceiros:
Empresa Parafusos Santa Rita (disponibiliza espaço para guardar os equipamentos, assim como local para atendimento aos beneficiados. Empresa Gastrel (Empresa Cidadã) oferece veículo e pessoal para transporte de material, quando necessário.
Pessoas e Valores envolvidos:
Companheiros membros do Projeto e Recursos Financeiros do Fundo Financeiro para Pequenos Projetos, para fins de manutenção do Material (quando necessário).
Beneficiários:
Prioritariamente pessoas necessitadas, beirando o limite da escassez de recursos.
Recursos Materiais e Patrocínios:
O Projeto iniciou com 15 camas, 10 cadeiras de rodas e uma cadeira higiênica, todos devidamente restaurados. Hoje o Banco conta com 20 camas, 22 cadeiras de rodas e 12 cadeiras higiênicas, 8 andadores e 10 pares de muletas.
Todo material acrescido ao acervo inicial foi doação de Companheiros do Clube, do Rotary Club de Pelotas Suleste, do Rotary Club de Pelotas Princesa do Sul, do Projeto de Subsídios Distritais, através da Fundação Rotária, do Grupo das Senhoras do Rotary Club de Pelotas Norte e de familiares dos beneficiários do Projeto. Este “plus” é significativo porque é proveniente de doações de quem já se valeu do Projeto e reconhece a importância e os benefícios que o mesmo acarreta.
O Projeto está contribuindo, ainda, para outro projeto na área da Saúde, que é o: “Remédios para quem Precisa”. Nas reuniões semanais são coletados medicamentos que, dentro da data de validade, não são mais usados pelos rotarianos ou seus familiares. Igualmente, os beneficiários do Banco também doam remédios que não mais estão sendo usados por eles ou seus familiares. Toda arrecadação é encaminhada ao Banco de Remédios Madre Teresa de Calcutá, que faz a distribuição às pessoas cadastradas.
Associada ao Projeto está a Campanha do Lacre Solidário, quando são recolhidos lacres de alumínio para posterior troca por cadeira de rodas. A esta Campanha estão engajados os rotarianos e pessoas amigas.
Divulgação:
Imprensa escrita, através dos jornais locais, Redes Sociais, Instituições de Saúde, Companheiros dos demais clubes rotários de nossa cidade e das Senhoras da Casa da Amizade. Também muito importante é a divulgação “boca a boca” através de familiares, amigos e dos próprios beneficiários pelo Projeto.
Resultados:
Convém registrar que o Projeto é dinâmico, autossustentável e se desenvolve na interação entre beneficiários, seus familiares, amigos e companheiros rotarianos. Durante o período de vigência do Projeto (set./2014 a abr.2016) já foram beneficiadas ao todo 145 pessoas.








terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Inscrições para bolsas de estudos no Unesco-IHE

 Prezados governadores de distrito e presidentes de Comissão Distrital da Fundação Rotária, de Comissão Distrital de Bolsas de Estudos e de Subcomissão Distrital de Subsídios:

A parceria entre a Fundação Rotária e o Instituto Unesco-IHE para Educação em Água visa enfrentar a crise de recursos hídricos e saneamento, aumentando o número de profissionais treinados para criar, planejar e implementar soluções em países em desenvolvimento e emergentes. Por meio desta parceria, até dez bolsas de estudos são outorgadas para programas de mestrado no campus da Unesco-IHE localizado em Delft, na Holanda. O objetivo também é promover relacionamentos produtivos entre rotarianos e profissionais qualificados na área de recursos hídricos e saneamento.

As bolsas são para curso de mestrado em recursos hídricos e saneamento urbanos, gestão de recursos hídricos, ou engenharia e ciências hídricas. Uma vez formados, os bolsistas colaboram com seu Rotary Club patrocinador em um projeto que beneficie sua comunidade. O prazo para enviar as inscrições é 15 de junho. Para mais informações, consulte o kit de inscrição e os termos e condições.

Se tiver alguma pergunta, envie um e-mail para grants@rotary.org.

Atenciosamente,

Abby McNear
Rotary Grants Manager
Tel 1.847.425.5656
www.rotary.org

facebook.com/rotarybr
twitter.com/rotarybrasil
youtube.com/user/RotaryInternational

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O que não reluz também pode ser ouro

Cooperativa de Catadores da Vila Castilho melhora a vida de famílias ao contribuir com a cidade

 

 

Por: Leandro Lopes

leandro.lopes@diariopopular.com.br

 

O que representa o lixo para você? Algo inútil, que deve ser descartado? Algo sem serventia? Para famílias como a do seu Jair é bem mais do que isso.
Presidente da Cooperativa de Catadores da Vila Castilho (COOPCVC), Jair Moreira trabalhou por mais de 15 anos no aterro municipal, próximo à rua Marcílio Dias. Revirando o entulho ele sempre lutou para melhorar as condições de vida dos familiares, enfrentando intempéries e se expondo diariamente a riscos. “Nós sempre íamos pra lá à noite, com chuva, frio, tanto faz, não tinha tempo ruim. Precisávamos estar lá, dependíamos disso pra sobreviver. O lixo sempre foi nossa fonte de renda.”
                           Trabalho na cooperativa torna viável a reciclagem de resíduos (Foto: Leandro Lopes - DP)

Em 2012 o aterro foi fechado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Mas o que poderia ser o fim para os que frequentavam o espaço foi, na verdade, um recomeço. As cooperativas de reciclagem ganharam força na cidade. Depois de alguns entraves administrativos, neste período foi formada a COOPCVC.

 
                           Esteira doada pelo Rotary acelera o processo e facilita a vida dos cooperados (Foto: Leandro Lopes - DP)

Enquanto fala sobre a estrutura montada com muito esforço e suor, Jair sorri e contempla as paredes do galpão, na rua Doutor Amarante. “Desde que começamos a trabalhar na cooperativa nossas condições de vida melhoraram muito. No aterro nós não vivíamos. Agora tudo mudou. Podemos dormir, mexemos com um lixo mais limpo, resíduos melhores, e assim podemos ficar mais tempo com os nossos filhos, nossa família”, conta, sem disfarçar a satisfação.
Enquanto no aterro o trabalho era muitas vezes individual, no galpão todos os 14 funcionários aprenderam o real sentido do verbo “cooperar”. Segundo Jair, juntos todos trabalham com mais vontade, um ajudando o outro. “Formamos uma família”, resume.

                                             Esteira doada pelo Rotary acelera o processo e facilita a vida dos cooperados (Foto: Leandro Lopes - DP)
                                                
E quando se fala em “família” na COOPCVC não é apenas no sentido figurado. Ana Paula, esposa de Jair, também trabalha no local. A exemplo do marido, ela fala do serviço com orgulho. “O lixo é dinheiro. É uma ação que fazemos pra ter lucro, mas que não beneficia apenas o nosso grupo. O material que é recebido aqui nós classificamos, reciclamos e mandamos pra fora. Assim ele não entope as valetas e não polui a cidade.”

Ajuda necessária e reconhecida


Através de convênios e parcerias, a associação foi passando por mudanças significativas ao longo dos anos. O Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) oferece uma bolsa mensal às cooperativas. O valor é destinado para remunerações e pagamento de custos fixos, como aluguel do prédio e energia elétrica. A quantia, segundo Jair, é fundamental para a continuidade do trabalho. “Esse repasse do Sanep é uma grande ajuda. Sem isso nós não conseguiríamos nos manter.”
Para o diretor-presidente da autarquia, Jacques Reydams, o bom resultado do serviço realizado na COOPCVC é, da mesma forma, fundamental à cidade. Um departamento acompanha a gestão das cooperativas e a da Vila Castilho tem resultados surpreendentes. Conseguiu inserir o trabalhador na sociedade e oferecer uma boa perspectiva e qualidade de vida às pessoas.

                       Cooperados pedem que população separe o lixo; material não reciclável chega com frequência na COOPCVC (Foto: Leandro Lopes - DP)

O Sanep investe também nas outras quatro cooperativas de reciclagem de Pelotas. Os resultados obtidos vêm orgulhando o poder público. “Eles cresceram muito. Uma outra associação, localizada na Pinheiro Machado, já tem duas viaturas próprias. Todos têm condições de melhorar e aumentar suas capacidades de reciclagem e isso é espetacular para nós. Junto com a prefeitura vamos continuar investindo e pretendemos montar mais uma cooperativa. Isso significa menos descarte no meio ambiente. É supergratificante”, diz Reydams.
Cada vez mais prefeituras estão investindo em usinas de reciclagem. O reaproveitamento de resíduos de construção pode reduzir custos na aquisição de materiais aplicados em obras como, por exemplo, a pavimentação de vias públicas.

                                                Resíduos chegam à cooperativa pela Coleta Seletiva e doações da comunidade (Foto: Leandro Lopes - DP)

Quem também acompanha com orgulho a produção dos cooperados da Vila Castilho é o Rotary Club Pelotas Norte. A entidade realizou a compra do maquinário utilizado pelos funcionários da COOPCVC em todo o processo de reciclagem. Entre os equipamentos adquiridos estão uma prensa e uma esteira, que influenciam diretamente na qualidade do trabalho desenvolvido na cooperativa. O manuseio dos resíduos, antes e depois de selecionados, ficou mais fácil e saudável.
Um dos diretores do Rotary, que preferiu não se identificar, diz que poder auxiliar no crescimento das pessoas é a maior alegria para os associados. “Ajudar o próximo não tira pedaço. Cada vez mais ficamos contentes por poder fazer isso. Pudemos dar esses equipamentos e, aos poucos, eles também estão adquirindo outros. Isso é importante, não é apenas a questão da doação, mas sim de melhorar a qualidade de vida de pessoas que se empenham e querem ser ajudadas. Admiramos muito aqueles trabalhadores”, diz.


                              Jair trabalhou 15 anos no aterro municipal; ele é o presidente da COOPCVC (Foto: Leandro Lopes - DP)

E esta admiração dos rotarianos não se materializa “apenas” nos materiais ofertados. O presidente da COOPVCV ganhou, em outubro de 2015, um diploma de reconhecimento profissional oferecido pelo Rotary. Reconhecimento este que pode ser percebido nas ruas. “A comunidade nos cumprimenta, nos agradece. É emocionante. Sentimos que nosso trabalho faz diferença. Isso é a coisa mais importante”, garante Jair.


É possível melhorar


Para que a cooperativa da Vila Castilho e as demais associações da cidade possam dar sequência ao trabalho de reciclagem é importante que a comunidade também ajude.
Jair ressalta que a COOPCVC recebe resíduos de duas formas: através de doações e pela Coleta Seletiva. De acordo com Reydams, nos últimos três anos vem sendo recolhida a mesma quantidade de resíduos por mês em Pelotas: 150 toneladas. O número ainda é pequeno perto das 4,8 mil toneladas mensais produzidas na cidade. “Temos um potencial de crescimento muito grande. Com o empenho da comunidade teremos menos descarte em aterros e mais renda para as cooperativas, que podem beneficiar - cada uma - até 20 famílias.”
Separar e doar os resíduos para cooperativas como a da Vila Castilho pode representar uma cidade mais limpa, um meio ambiente menos poluído e muito mais sorrisos sinceros de trabalhadores, como o Jair.

  Cooperativa de Catadores da Vila Castilho - COOPCVC